sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

 

        Mãos amarradas e a 43 minutos e vinte um segundos atrás, eu, devia ter seguido outro rumo. Mas meu coração palpita caleidoscópios de dinamite que explodem e explodem e explodem. E todo dia eu morro mais e todo dia eu te suícido no meu poço de tristeza que te afoga      de  va  gar.
        O kraken que abraça seu barco, leva-a-ti ao fundo do mar. Aqui embaixo é tão escuro, você diz. Aqui embaixo é tão vazio, você sente.  E mil desses dias podem se passar do calendário romano moderno, o maldito polvo infernal continuará a sentir que, aqui embaixo, continua tão escuro e tão vazio. Essa vontade de largar a vítima, de deixá-la nadar até a superfície, cria uma pergunta. Quem é a vítima? Minha metade monstro ou minha metade diabo?


        Frágil, eu, derramo o pranto de ontem e me embebedo nessas lágrimas sabor fracasso que sou.

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